Aline tinha cerca de vinte anos e era de uma beleza que chamava a atenção. Morena, não poderia ser considerada baixa e tinha um corpo de dá soluço em sapo. Gostava de sair. Na sexta e no sábado a noite saía com as amigas para os bares e boates da moda. Conhecia muitos rapazes da sua idade e, não raro, alguns se apaixonavam pela morena de belos olhos castanhos. No domingo, Aline freqüentava a praia. O mesmo setor com as mesmas amigas. Chegava por volta das dez, bronzeava-se, tomava banho de mar, conhecia belos rapazes, almoçava e, no mais tardar ás quatro da tarde, já estava em casa.A bela morena Aline levava uma vida típica de qualquer jovem da sua idade: baladas, praia, namoricos inocentes (outros nem tão inocentes assim). Numa bela e ensolarada manhã de domingo na praia, Aline vê, de longe, aquele belo moreno de quase 1,90m e corpo definido jogando futvôlei. Fica louca.
- Quem é aquele ali? – pergunta excitadíssima á Luana, sua colega de praia e farras.
- Não conheço, amiga – responde Luana, com certa excitação indisfarçável na voz – Mas gostaria de conhecer.
- Não vem não, que eu vi primeiro. – Faça Aline em tom de brincadeira, mas falando a sério.
De imediato, Aline começa a espreitar a sua “presa” até provocar um esbarrão no quiosque de água de coco.
- Ops! Desculpa. – fala Aline, simulando um acaso.
- Sem problemas, gatinha! Eu que me desculpo pelo esbarrão – respondeu o belo exemplar de homem, pegando, de imediato, na mão daquele também belo exemplar de fêmea. –Aproveitando a oportunidade...qual o seu nome?
- Aline. E o seu?
- Rodrigo. Prazer, Aline.
- Prazer todo meu, Rodrigo – derreteu-se Aline.
Os três dias seguintes foram de paixão arrebatadora. Aline e Rodrigo não se largavam. Dormiam juntos, almoçavam juntos, à noite iam ao cinema ou jantavam juntos. Os dois grudaram um no outro durante esses três dias. E durante esse período, Rodrigo desenvolveu uma verdadeira obsessão pelos olhos da amada.
- Sou fascinado pelos seus olhos - Derramava-se Rodrigo. – São de um azul sedutor.
Aline derretia-se diante do elogio. E Rodrigo vivia a repetir:
- Amo os teus olhos. Nunca vi olhos azuis mais belos. Nem verdes também – apressava-se a dizer, achando graça onde somente os apaixonados conseguem achar.
- Os teus olhos me fascinam. – Não cansava de repetir o apaixonado Rodrigo.
Às vezes a obsessão de Rodrigo pelos olhos azuis de Aline beirava a indelicadeza e a injustiça com a beleza estonteante da morena:
- A sua beleza reside nos seus olhos
Aline começou a ficar preocupada com essa obsessão. Ela sabia que tinha o rosto muito bonito e o corpo mais ainda. Ela também sabia que por onde passava chamava a atenção dos homens e (por que não dizer?) das mulheres. Então, por que Rodrigo desenvolvera essa fixação apenas pelos seus olhos? Mas a paixão falou mais alto e Aline resolveu curtir aquele amor.
- Amorzinho, vou fazer uma viagem na quarta a trabalho e volto em dois dias. È rapidinho! Volto assim que terminar o que tenho que fazer. – Falou Rodrigo, já sentindo saudades da sua amada de olhos azuis.
- Tá bom, querido. Eu te vou esperar você. - Respondeu Aline, também já sentindo saudades do seu Zeus.
Conforme havia falado, Rodrigo viajou na quarta à noite. Aline ficou com a saudade. Porém, por mais apaixonada que estivesse, não conseguia ficar fora de uma boa farra com as amigas, e a sua tristeza durou somente 24 horas. Na quinta à noite, a apaixonada Aline resolveu sair com as amigas. E foi nessa noite que aconteceu algo, quase uma tragédia que poderia pôr em risco o seu namoro como Rodrigo e que a levou, desesperada ao consultório do Dr. Abreu, seu oftalmologista.
Após duas angustiantes horas esperando a sua vez, finalmente Aline entra no consultório.
- Dr. Abreu, preciso desesperadamente da sua ajuda – Falou Aline com olhos de súplica.
- Pois não, minha filha. Em que posso ajudá-la? – Se dispôs Dr. Abreu, na sua infinita paciência.
Aline contou toda a sua história de amor com Rodrigo e da sua obsessão pelos seus olhos azuis. Falou do que sentia pelo seu amado e de quanto gostava dele.
- Fico feliz por você minha filha. Mas qual é o problema e como posso ajudá-la?
- É o seguinte, doutor: eu não tenho olhos azuis! E perdi a lente de contato do olho direito ontem numa boate ao lavar o rosto na pia do banheiro. E Rodrigo chega hoje à noite. Somente o senhor pode salvar o amor de Rodrigo pelos meus olhos azuis...
Oláh, sou Dyanne Araújo achei bacana esse fatooooooooooo.... kkkkk olha a merda q eu falei
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